Sobre aniversários e o Dia da Poesia

Realmente já faz um bom tempo que este blog não recebe a minha visita – já que ainda tem recebido boas visitas de outros leitores (obrigada por isso, btw).
Aproveitem para deixar comentários, poxa!

No início do mês eu recebi um bilhete da escola da minha filha com a programação especial do mês. Achei bem fofinho quando li que tinha um data reservada para celebrar o “Dia da Poesia”.

Para mim, que sou da época em que a gente colocava acento em jibóia, bóia, paranóia, heróico, jóia, jurava de pé junto que o tal dia era comemorado no dia 14 de março. Achava o máximo o dia da poesia anteceder o meu aniversário.

Porém, no bilhetinho da escola dizia “21 de Março”. Ué.
Recorri ao meu amigo sabe tudo, vulgo Google, para descobrir que bagunça doida é essa.

O dia nacional da Poesia era comemorado no dia 14 de Março – aniversário de Castro Alves. Em 2015 foi sancionada uma lei que mudou essa data para 31 de outubro, celebrando assim o aniversário de Carlos Drummond de Andrade.

Tá, mas e o dia 21 de Março? – É o dia mundial!  A data foi definida na XXX Conferência Geral da UNESCO em 16 de Novembro de 1999.

Mas sabe de uma coisa? Eu acho mais divertido celebrar o dia da poesia em aniversários. Dia de histórias, de emoções, de coração pulando, de amores, de dores. Acho que aniversários (de todo tipo) tem muito cara de poesia.

Por isso pra mim, na minha casa, passaremos a celebrar o dia pessoal da poesia. O meu será no dia 15 de Março – e ai de quem vier me contestar: na minha família ninguém contraria aniversariante.

Então, para celebrar, vou deixar uma das poesias que publiquei no meu último livro.

Minha prece

Do meu dia eu quero:
a paz da brisa matinal do outono,
o amor do casal de andorinha,
o sorriso largo, generoso e escandaloso de uma nova descoberta,
o frescor da poça d’água,
a calmaria das nuvens do céu,
os sabores da comida temperada com afeto,
o doce que desmancha toda a amargura,
a plenitude que toda realização traz,
a esperança em forma de inseto, para me ensinar a ler entrelinhas.
Mudar o humor do próximo com um olhar amigo,
o regozijo das boas notícias.
O participar de um sonho,
o viver de um sonho.
A companhia de quem divide a alma.
A benção do único que dá a força.
O bem sem olhar a quem.

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